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Cientistas transformam iPhone em detector de parasitas sanguíneos

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Os seres humanos do mundo todo costumam ser alvos de todo tipo de parasitas, mas poucos lugares ao redor do globo oferecem tantos riscos e infecção por esse tipo de invasor do que a África central. Sejam eles transmitidos por picadas de insetos, comida ou água infectada, uma vez que esses vermes são identificados pelos médicos, a maioria pode ser eliminada com facilidade com o uso de drogas antiparasíticas.

No entanto, caso o invasor em questão se trate do Verme de Olho Africano (também conhecido como Loa Loa), o uso descuidado desses medicamentos pode acabar resultando em danos cerebrais permanentes e até mesmo em morte – saiba mais sobre esse parasita clicando aqui. Como resultado, as organizações de saúde pública precisam esperar pelos resultados de testes antes de tratar os pacientes, já que administrar a droga pode ser fatal.

Agora, um grupo de pesquisadores da UC Berkeley desenvolveu uma tecnologia que usa um aparato feito em uma impressora 3D e a câmera de um smartphone para detectar a presença do Loa Loa em amostras de sangue. Dessa forma, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento pode ser reduzido para alguns minutos, o que é essencial para salvar vidas.

Como funciona

O dispositivo criado pelos pesquisadores se chama CellScope Loa e basicamente transforma um celular em um microscópio capaz de analisar sangue. Impressa em 3D, a base contém algumas luzes LED, microcontroladores, engrenagens para posicionar a amostra sanguínea, alguns circuitos e uma porta USB.

Ao posicionar o smartphone sobre o aparato, conectá-lo via Bluetooth, ativar o aplicativo do CellScope Loa e ajustar o sangue sob a câmera, basta esperar cerca de dois minutos para que o número de vermes detectados seja exibido na tela. O dispositivo já ajudou a reduzir o percentual de erro humano na identificação do Loa Loa em um teste inicial com 33 paciente, mas os cientistas querem expandir os experimentos para mais de 40 mil pessoas.

Caso o CellScope Loa passe nos testes iniciais, a ideia dos pesquisadores é usar o sistema para ajudar a diagnosticas outras doenças causadas por parasitas no futuro. Por enquanto, ficamos na torcida de que essa solução simples sem bem-sucedida.

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